Sobre

 ... Numa bela madrugada e fria de outono, nascia mais um bebê, na cidade de Bauru.

A criança, uma menina, nasceu saudável e gordinha, uma fofura que trouxe à toda sua família, a felicidade pelo seu nascimento. Ela era um orgulho para a mamãe e o papai, dando a eles a experiência de serem pais de primeira viagem.

A menina teve uma infância feliz e adorava ir até o parquinho onde tinha muitos brinquedos divertidos, como o balanço, o gira-gira, o escorregador e outras crianças para brincar ao lado dela. Crianças que nunca mais iria ver, mas naquele momento só interessava brincar e se divertir.

O tempo passou... 

Chegou o dia em que teve que ir à escola. Foi um dia em que ela ficou nervosa, ansiosa, mas queria muito estar naquele lugar, ao lado muitas outras crianças, já que era filha única. Fez amizade fácil com as outras crianças e andava pelo pátio da escola feliz com tanta novidade em sua vida.
Gostava de chegar na segunda feira com novidades. Cantava bem alto no final de semana só para chegar rouca na escola e com uma voz diferente. Todo mundo fazia comentários e falavam de sua nova voz.

Foi filha única até os oito anos de idade, quando sua irmã nasceu. Assim que olhou para aquele pedacinho de gente, achou tão feio e esquisito, que não gostou muito da ideia de ter uma irmã. Queria muito uma irmã e sempre pedia para sua mãe uma irmãzinha. Só esqueceram de avisá-la que iria demorar muito tempo até a irmã crescer e ser sua amiga. O seu desejo era ter uma irmã para brincar e não para ficar chorando ou mexendo em suas coisas.

E o tempo passou mais uma vez...
Chegou a adolescência. Veio o primeiro amor, o primeiro beijo, a rebeldia, a incompreensão dos pais, a separação dos pais e uma vontade inexplicável de querer ficar sozinha, vivendo uma história única e diferente da realidade. Surgiu neste momento a vontade de escrever e falar pouco, o mínimo possível. E escrevia poesias em agendas, cadernos, olhava para tudo e tentava ver outra coisa. Se olhava para um mapa  na escola, já imaginava passeando por aquele país desconhecido, criava amigos e inimigos imaginários. Sua imaginação se tornava rica a cada dia.

E mais uma vez o tempo passou, por que ele não para nunca...
Começou a trabalhar e estudar ao mesmo tempo e já não tinha mais tempo para fazer o que tanto gostava, escrever e imaginar coisas, e pessoas que só existiam em sua mente. Teve que crescer e conviver só com a realidade. Não havia mais tempo para se dedicar aos seus pensamentos.
E lá vem ele de novo... O tempo passando novamente...

Conheceu algo novo em sua vida. Já o conhecia, mas nunca tinha sido tão seu. Passava horas perto dele, na verdade, não conseguia ficar longe e se estava longe queria ficar ao seu lado. Eles nunca brincavam, estavam sempre juntos, e felizes.  Foi amor à primeira vista. Seu nome... computador. (Você não achou que era um namorado, né).

O seu mais novo amigo tinha lhe devolvido aquilo que havia perdido há muito tempo atrás, estava guardado, mas ainda estava lá bem escondido. Aquele desejo de escrever voltou mais forte, mais profundo e com uma vontade de contar para todo mundo, um pouquinho daquilo que se passava pelos seus pensamentos.

Aquela menina que há tempos atrás teve que guardar suas palavras e pensamentos estava de volta, um pouco mais velha e experiente, voltando ao passado e ao mesmo tempo, indo rumo a um futuro incerto e cheio de palavras, que por muito tempo tiveram que se calar. 
Ah!!! E ainda não sabe o nome da menina... Então vou contar... Seu nome é Adriana Leandro, a pessoa que pensou, imaginou, criou e irá escrever todos os dia por aqui.